Aquele Abraço

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Quem quer ser um milionário?

Terça-feira, 7 Abril, 2009 · Deixe um comentário

Finalmente me rendi ao apelo dos jornais, e fui assistir Slumdog Millionaire. O filme papou um bom punhado dos Oscars e BAFTA´s deste ano, o que gerou muita repercussão, pois o filme não apresenta claramente uma proposta de superprodução, nem grandes qualidades técnicas. Para se ter uma idéia, o filme foi indicado em 10 categorias do Oscar, sendo que destas arrematou 8, colocando-se mais bem sucedido numericamente que clássicos como Lawrence da Arábia (7 de 10), Doutor Jivago (5/10), O Poderoso Chefão (1972, 3/10), Star Wars (1977, 7/10) e Coração Valente (5/10). Detalhe que as produções citadas se encaixam como superproduções (tendo em vista suas respectivas épocas de filmagem), coisa que não é verificada nesse filme, justificando, portanto, o burburinho dos últimos tempos.

Pessoalmente acho que em Hollywood não rola piedade, e o filme é merecedor desses prêmios. Destaco principalmente a fotografia, a montagem e a direção de arte, que foram feitas com extremo cuidado, auxiliando muito o roteiro a obter sucesso. Aparentemente uma estória de final feliz, o filme retrata bem (dados os limites de uma ficção) diversos aspectos-chave da exclusão social e miséria presentes nas gigantescas favelas da Índia, tais como trabalho infantil, disputas étnico-religiosas, exploração sexual, etc.

Outro ponto positivo do roteiro é como a estória se desenvolve. Mesmo com todas as dificuldades possíveis, o garoto miserável possui valores morais, e força de vontade suficientes para motivar-lo a seguir adiante. Com certeza, é um filme que fala sobre esperança.

Em um mundo em crise, aliada às irresponsabilidades múltiplas de governantes e gananciosos de plantão, a esperança genuína é mercadoria rara para as pessoas que sentem os reflexos das mazelas citadas. Creio que Slumdog Millionaire sobe ao panteão dos clássicos, simplesmente por relembrarmos que não só vivemos de ações e de trabalho, mas também de sonhos.

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Manifesto Rádio Muda

Sexta-Feira, 20 Fevereiro, 2009 · 1 Comentário

Manifesto

Rádio Muda 3 X 1 PF+Anatel

“Nao temos nada a perder. Temos tudo.”

Sun Tzu

Os Piratas nos atacaram.

Sequestraram nosso timoneiro DJ Computer.

Hoje, dia 19/02/2009, às 5 da manhã, doze Piratas Federais (PF)

saquearam todos os equipamentos do estúdio da Rádio Muda, rádio livre que

funciona há mais de 20 anos em Barão Geraldo, Campinas-SP.

Em uma ação decorrente da “Operação Silêncio”, que fechou diversas

rádios em todo o país, um bando de 14 homens, 12 agentes

federais, 2 chaveiros (um para segurar a chave e outro para rodar?),

liderados por um delegado, tomaram de assalto o estúdio a mando da juíza

substituta Fernanda Soraia Pacheco Costa. Vandalizaram o estúdio, rasgaram

cartazes e confiscaram todos os equipamentos.

Nao havia nenhum mudeiro no momento da ação sórdida.

A Rádio Muda é uma rádio que não é ilegal, nem legal, é uma rádio livre,

pois, assim como inúmeras outras, não possui fins comerciais, não

pratica proselitismo religioso nem político partidário, e atua de

maneira integrada a sua vizinhança, estabelecendo uma relação de

reciprocidade através da qual quem ouve, pode falar, ou seja, todo

ouvinte é um emissor em potencial. Espalhadas pelo Brasil e pelo mundo,

essas rádios baseiam-se na legitimidade que suas comunidades e

vizinhanças lhe conferem. Atua com baixa potência e atinge apenas uma

pequena região da cidade de Campinas. Ao invés da legalidade exigida por

leis estatais que legitimam um sistema corrupto e viciado de concessão

de radiodifusão, a legitimidade deste tipo de prática deve ser protegida

como liberdade de expressão e organização local.

Qual é o papel da radiodifusão hoje?

As rádios comerciais, consideradas legais, integram o território

nacional a partir de interesses comerciais

e culturais homogeneizantes. As rádios livres, consideradas ilegais,

permitem que a pluralidade cultural seja

livremente expressa. Tudo aquilo que não encontra

espaço na lucrativa e monopolizada mídia comercial tem a possibilidade

de vazão nos meios geridos pela própria população.

Mundialmente a mídia é controlada por 10 conglomerados. 40 empresas estão

ligadas direta ou indiretamente a eles. No Brasil, 90% da mídia é

controlada por 13 famílias. Em Campinas, a RAC (Rede Anhanguera de

Comunicação) controla os principais meios de comunicação da cidade e

região.

Centenas de rádios não comerciais espalhadas pelo Brasil e pelo mundo

atuam no sentido contrário a essa situação de monopólio, reafirmando a

capacidade de toda e qualquer pessoa de produzir informação.

Rádio Livre derruba avião?

Um dos principais argumentos contra às rádios livres e de baixa potência

é que constituem séria ameaça para tráfego aéreo e a comunicação de

emergência. Porém, nunca um acidente aéreo foi causado por este tipo de

radiodifusão. Aliás, se fosse fácil assim, com umas mil rádios

comunitárias, Sadam teria vencido a invasão de Bush no Iraque…. será

que ele não pensou nisso, ou será que esta informação “técnica” não faz

o menor sentido?

Pra quem não sabe, aviões operam em uma frequência de rádio acima da

faixa de frequência das rádio FM. Para que uma rádio FM interfira nas

transmissões aéreas de rádio, é necessário primeiro que o transmissor

esteja desregulado e sem filtros. Hoje em dia, é muito comum o uso de

transmissores que possuem filtros de harmônicos e filtros passa-faixa, que

mesmo não sendo homologado pela Anatel, está dentro da máscara de

transmissão da norma brasileira de radiodifusão, ou seja, que passou por

um teste técnico no qual um analisador de espectro comprova que fora da

frequência de transmissão o sinal é fortemente atenuado, o que comprova sua

a precisão e a capacidade de não interferência de um transmissor. O

segundo fator é a potência do transmissor.

A prática mostra que as rádios livre funcionam com transmissores de baixa

potência (potências altas significam custos altos). Comparados aos

transmissores das rádios comerciais, com potências gigantes, não

representam perigo de interferência nas comunicações aéreas, mesmo com um

transmissor não perfeitamente construído. Quem tem que

cuidar da aferição dos seus transmissores potentes são as grandes rádios

comerciais, que apresentam altos riscos de interferência na comunicação

aérea!

Piratas?

Piratas são as rádios comerciais que querem o ouro!

Não estamos atrás do lucro.

Livre?

O sistema de leis estatais prevê que a organização e concessão do direito

de uso para as frequências de rádio seja realizado por um grupo de

pessoas restrito- técnicos, especialistas, políticos e grupos econômicos.

A comunicação livre não reconhece o governo como única entidade capaz de

elaborar leis e regras relativas ao funcionamento dos meios de

comunicação.

Propomos, através da prática, a apropriação e utilização de qualquer meio

de comunicação e tecnologia.

Todas as tecnologias são e deveriam ser consideradas bens universais

destinadas ao desenvolvimento humano, sua inteligência, afeto e

comunicação.

O conhecimento não pode ser aprisionado por leis medíocres que se baseiam

em interesses mesquinhos de grupos políticos e econômicos ou mesmo de leis

que não comportam a capacidade da população de produzir suas próprias

informações, a partir de meios de comunicação geridos coletivamente.

Comunicação se realiza diariamente, nos momentos mais cotidianos. Ampliar essa comunicação de uma pessoa ou grupo através de meios tecnológicos é uma possibilidade e prática que amplia a democracia e a capacidade das pessoas de se comunicarem entre si: falando, ouvindo, produzindo e questionando.

A comunicação está em todos nós, muito antes de existirem governos e leis

que a regulamentassem: livre, intrínseca, potente e transformadora.

Conclamamos todos e todas a produzirem mais e mais meios de comunicação.

Não precisamos nos submeter ao monopólio!

Nesse carnaval, sintonize-se, atue: ações pela mídia livre espalhadas pelo

território.Organize próprias ações!

A Muda não se cala!!! Voltaremos a transmitir em breve!!

Publicações sobre a Invasão da Polícia:

http://midiaindependente.org/

http://www.brasil.agenciapulsar.org/nota.php?id=4205

http://municipe.mandioca.org/archives/246

http://mandioca.wordpress.com/

http://www.agenciapulsar.org/nota.php?id=14500

http://www.npla.de/poonal/aktuell.shtml#BRASILIEN

Manifestações de apoio endereçadas a Rádio Muda e manifestações de repúdio endereçadas ao reitor:

“Caro Magnífico,

A rádio muda é um experimento de produção cultural coletiva organizada em

bases inovadoras que, como toda experiência de ponta bem sucedida, deveria

ser abrigada e incentivada pela universidade.

No entanto, soube essa manhã que a rádio em questão foi invadida pela

polícia federal. Onde andava a autonomia universitária e a reitoria nesse

momento? quando e como veremos a atitude de repúdio a esse fato que se

espera de nosso magnífico?

é urgente demonstrar que a universidade ainda é um refúgio para a produção

de conhecimento e de alternativas para o país em todas as áreas.

obrigado

Augusto Postigo”

“À REITORIA DA UNICAMP,

dando crédito à informação abaixo (repassada por colega do IFCH), não se pode senão

lamentar o ocorrido e esperar as providências que a Reitoria da Unicamp -

comprometida com os valores democráticos (livre expressão de idéias e o pluralismo)

- certamente adotará para apurar o fato e procurar evitar, no futuro, a ocorrência

de atos semelhantes a este.

Respeitosamente,

Caio N. de Toledo

Professor colaborador IFCH”

“Em defesa da rádio muda…

Manifestações culturais devem ser preservadas…

Abraço,

Lucas.”

“Olá pessoal da Muda,

Nós do CABS (Centro Acadêmico de Engenharia Elétrica da Unicamp) gostaríamos

de dizer que sentimos muito o fato lamentável que ocorreu ontem e

gostaríamos de manifestar nosso apoio ao retorno da Muda. (…)”

“Gostaria de manifestar minha indignação quanto aos fatos ocorridos com a Rádio

Muda. É arbritário, provavelmente ilegal, ditatorial, uma enorme baixaria.

Acho imprescindivel que a administração da Unicamp tome providências

quanto a esse “estupro” à liberdade de comunicação.

Miriam Osorio Silva de Florianópolis, Santa Catarina”

“Manifesto meu apoio em favor da Rádio Muda.

Abraço

André Kobashi”

“Apoio a rádio muda. Pela liberdade de expressão e informação.

Mário”

Chamado por ações locais pela mídia livre!

No último dia 19 de fevereiro a Polícia Federal invadiu a Rádio Muda, rádio livre situada em Campinas e há mais de 20 ano no ar.

Em virtude desse acontecimento e pela deplorável situação atual dos meios de comunicação no mundo,

Conclamos todos e todas a realizarem ações locais pela mídia livre nesse período de carnaval. No embalo das pessoas que tomam as ruas, tomem os microfones!

Transmissões, projeções, confeccção de panfletos e zines, performances, uma conversa!

Tudo pode ser uma ação!

Divulguem no Centro de Mídia Independente e no radiolivre.org, traduzam se puderem

e assim o calendário vai sendo montado

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A marginalização nos meios de comunicação

Sexta-Feira, 20 Fevereiro, 2009 · Deixe um comentário

A coisa anda meio soviética nesses últimos tempos. Mas digo no sentido mais totálitário possível da expressão. Nesta semana, foi fechada pela Polícia Federal a Rádio Muda FM. Situada na Unicamp, embaixo de uma caixa d’água, mais bem definida por seus habitués como “Pau do Zefa” (alusão à Zeferino Vaz, primeiro reitor e fundador da Unicamp), a Rádio Muda FM se caracterizava como um importante coletivo de pessoas interessadas em Radiodifusão, oriundas de diversos setores da universidade em questão, que produziam seus programas de forma autônoma, livre e responsável.

Sim, responsável. Mesmo com a grande liberdade ofertada aos seus membros, o coletivo sempre prezava acerca da qualidade dos conteúdos – e forma destes – transmitidos para o pequeno circuito de barão geraldo. Aliás, responsabilidade nisso também. Um pequeno transmissor era utilizado, sendo que a transmissão alcançava um raio pouco maior de 5km. Era ir ao Shopping D. Pedro, e adiós musiquinha da Muda. Isso portanto bate forte no “fato” de que a rádio interferia nas comunicações de Viracopos. Afinal, 5km de raio se aplicam também ao máximo em altitude… A grande maioria dos aviões comerciais opera em altitudes de 10km, o que torna o fato um tanto absurdo. Fora isso, operam em bandas de frequências distintas, o que leva a crer que também os equipamentos dos aeroportos possam captar outras freqüencias que não as de aviação. Creio que deva ser para entreter os nossos controladores de vôo, escutando uma Antena 1, ou uma Jovem Pan, quando a balada do rush aéreo rola.

Um ponto a ser levantado é porquê a Unicamp não possui rádio administrada pela universidade? Seria pela incômoda presença da Rádio Muda, que critica abertamente a Rede Globo (aliás, esta não citando, em suas gravações de interferência de rádio em aviões, nenhum nome de rádio! Ex.: “Você escuta a Rádio Muda FM…”), e sua doutrinação popular. Critica políticos, alguns donos de emissoras, abertamente?

Assim, é muito conveniente, para muita gente o fechamento de rádios livres. Pois lá o conteúdo não é censurado, nem influenciado por lobby político, tampouco fonográfico.

Até quando o governo vai demorar anos para conceder espaço para as pessoas se comunicarem livremente? A ditadura acabou, mas ainda somente falamos livremente na Internet, em meios “Piratas” de radiodifusão, e em diversos speaker’s corners espalhados pelo mundo. O jeito é partir para as rádios de internet. Aqui ainda a democracia é possível.

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O tempo escorre como água nas mãos

Terça-feira, 17 Fevereiro, 2009 · 2 Comentários

Hoje perdi um bom amigo. Edgar Taveiros de Caires era um daqueles colegas de faculdade que cresceu na luta. Vindo de uma família simples de Cabreúva, conseguiu entrar na UNICAMP em 2001, puramente pelo seu esforço e dedicação ao combater um dos vestibulares mais seletivos do país. Durante os anos que se sucederam no curso, foi um aluno notoriamente dedicado, se destacando muito em Paleontologia em em Sistemas de Informação Georreferenciadas. Se formou em fase,  com boas notas (aliás justas notas).  Posteriormente trabalhou na Yamana e ultimamente estava na CPRM de São Paulo.

Infelizmente, acomentido por um câncer, veio a falecer ontem. Dada minha saída do Geociências, fui informado tardiamente do ocorrido. Lamento por não estar tão a par do ocorrido, mesmo vivendo tão proximamente.

26 anos. Um cara exemplar, alegre, com muita força de vontade, mesmo nos momentos mais difíceis. Vai fazer muita falta esse rapaz.

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Ausência

Segunda-feira, 10 Dezembro, 2007 · Deixe um comentário

Nos últimos tempos tenho andado entretido com a faculdade. Final de semestre\ano\curso é de matar…

Mas logo volto a postar. Provavelmente temas relacionados a TCC, Estágio, Formatura (?)

Enquanto isso, leiam esse Blog. Fantástico é o termo certo pra ele:

http://institutofuturista.blogspot.com

Abraços

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Campanha para Doação de Medula Óssea em Jundiaí

Quarta-feira, 19 Setembro, 2007 · Deixe um comentário

Meus caros, atendendo a pedidos do Thiago Righi, amigo meu que está fazendo parte da organização dessa campanha, divulgo o folder abaixo, pedindo para os que se sintam a vontade participem da campanha. Esse tipo de doença é uma fatalidade, podendo acontecer com qualquer pessoa, mas sendo tratável, creio que é bom que todos possam participar. Nunca se sabe o amanhã.

 

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TCC – O vestibular da vida está chegando.

Domingo, 19 Agosto, 2007 · Deixe um comentário

Nesse semestre resolvi finalmente iniciar meu TCC. Entre impossíbilidades e trabalho, só pude dar início a ele agora, depois de 20 dias de aulas. Entre a inauguração da Microlins Cabreúva (aliás, que se deu ontem, e muito bem por sinal :) ), e as aulas que estavam começando, ainda não tive muito tempo para fazer as minhas coisas.

Mas quinta passada, dei o marco inicial. Sentado com o meu orientador, definimos o tema, área de trabalho… Biblografia. Bem, nesse quesito estou lascado, pois há ainda muita coisa a aprender. Mas pelo que vejo, o cronograma vai ser cumprido, e em Dezembro já terei tudo pronto. Trata-se do processamento sísmico completo de dados da Bacia do Paraná. Ainda não sei de qual região…

Tudo isso assusta bastante, pois relembra-me constantemente que a faculdade já está no final (para mim), e eu ainda tenho poucas perspectivas para o próximo ano. Assim… Promessas. Não mais do que isso. A última vez que estive em situação parecida foi nos meus idos de vestibular, onde o “amanhã” era tão previsível quanto o Tempo pelos jornais de televisão…

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Não-post…

Quarta-feira, 15 Agosto, 2007 · 2 Comentários

Edson Trindade e Tim Maia souberam passar adiante o que sinto…

Gostava Tanto de Você

Tim Maia

Composição: Edson Trindade

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar
Você marcou na(em) minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão que em minha porta bate

E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você

Eu corro, fujo dessa sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você

E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você

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Ao mestre, com carinho…

Segunda-feira, 13 Agosto, 2007 · 4 Comentários

Hoje é um dia muito triste pra mim. Fiquei sabendo hoje que perdi uma amiga, ex-professora minha de Português e Francês… A Danielle. Ela era uma pessoa fantástica, muito educada, culta e muito amiga. Uma das pessoas mais éticas que conheci, sendo muito interessada no desenvolvimento pessoal de seus alunos e amigos. Sem dúvida, a primeira professora que me fez ver o Português (e posteriormente o Francês) como uma linguagem viva e atual.

O que choca em tudo isso é a maneira que isso se passou. Em Julho, logo antes de eu ir viajar ao Rio, estava estacionando o carro para ir ao Banco e a vi. Não tinha tempo para conversar, portanto nem me dirigi… Dias antes desse também a tinha visto no shopping, mas também sem poder falar pois eu estava dentro de uma loja… Tudo isso parece muito comum, mas vendo a notícia no “Bom dia cidade” hoje pela manhã, foi indescritível… Muito ruim, muito impotente… Tantas coisas ainda a conversar.

Mas espro que as boas lições tenham ficado… Inclusive ponho aqui um trecho que ela escreveu, acho que, adequado ao momento:

” Estas frases de Proust definem bem o que eu penso ou tenho pensado da vida:
Tout finit par arriver, même ce qu´on désire, mais quand on ne le veut plus. ( Tudo acaba acontecendo, até o que a gente deseja, mas quando a gente não deseja mais )
Il faut faire force pour afronter le bonheur ( É preciso fazer força para enfrentar a felicidade )
Or l´absence d´une chose ce n´est pas que cela, ce n´est pas un manque partiel, c´est un bouleversement de tout le reste, c´est un état nouveau qu´on ne peut pas prévoir dans l´ancien. ( Ora, a ausência de uma coisa não é apenas isso, não é uma ausência parcial, é um desarranjo de todo o resto, é um estado novo que não se prevê antes)” – Danielle Lourençon

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