Aquele Abraço

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O Don Quijote da Batera

Quinta-feira, 7 Maio, 2009 · Deixe um comentário

Como parte da sessão do Cine UFSCar – Especial Kinoforum (29/04/2009), foi exibido o curta metragem “O Som e o Resto”, de André Lavaquial (BRA, fic, cor, vídeo, 20”, 2007). Este é o segundo filme do autor, sendo o primeiro “Interventores” (2006).

No primeiro filme se passa a estória pessoal de Jahir, um virtuose da bateria, porém pouco reconhecido na igreja evangélica na qual toca. Ao momento que se sente oprimido pelas obrigações com a mesma, e também pela sociedade discriminante a seu talento, o protagonista se rebela e busca tocar no centro do Rio, às proximidades dos arcos da Lapa, reduto universitário carioca, como forma de libertação às convenções morais, sendo isso expressão máxima de seu livre-arbítrio.

Tal como a tendência apresentada nos filmes da sessão, este filme não se trata de uma peça audiovisual puramente documental. O protagonista Jahir, coincidentemente é representado por Jahir Soares, percussionista experiente, que esteve acompanhando diversos artistas como Lazzo, Édson Gomes, Barrosinho, Rás Bernardo, Grupo Vissungo, Cassiano, Tânia Alves, Riachão, Batatinha e Tim Maia. Atualmente ele desenvolve um projeto pessoal de bateria solo denominado “Jahir Livre”, onde o mesmo toca bateria gratuitamente em locais públicos, no modo visceral representado em “O Som e o Resto”.

Esse ato de libertação é explicitado no documentário de Ricardo Santini e Isabel Ribeiro, “Contra Tempo” (2007), onde Jahir define seu desejo de popularização da música como forma de protesto pacífico ao establishment vigente na sociedade como um todo. Com a intertextualidade das obras (e o domínio da estória pessoal do ator, por parte do espectador), o altruísmo de “O Som e o Resto” ganha ares de realidade, tal como uma alegoria bem caracterizada, sendo, portanto tão impactante quanto a força de vontade, e da bateria, de Jahir.

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A marginalização nos meios de comunicação

Sexta-Feira, 20 Fevereiro, 2009 · Deixe um comentário

A coisa anda meio soviética nesses últimos tempos. Mas digo no sentido mais totálitário possível da expressão. Nesta semana, foi fechada pela Polícia Federal a Rádio Muda FM. Situada na Unicamp, embaixo de uma caixa d’água, mais bem definida por seus habitués como “Pau do Zefa” (alusão à Zeferino Vaz, primeiro reitor e fundador da Unicamp), a Rádio Muda FM se caracterizava como um importante coletivo de pessoas interessadas em Radiodifusão, oriundas de diversos setores da universidade em questão, que produziam seus programas de forma autônoma, livre e responsável.

Sim, responsável. Mesmo com a grande liberdade ofertada aos seus membros, o coletivo sempre prezava acerca da qualidade dos conteúdos – e forma destes – transmitidos para o pequeno circuito de barão geraldo. Aliás, responsabilidade nisso também. Um pequeno transmissor era utilizado, sendo que a transmissão alcançava um raio pouco maior de 5km. Era ir ao Shopping D. Pedro, e adiós musiquinha da Muda. Isso portanto bate forte no “fato” de que a rádio interferia nas comunicações de Viracopos. Afinal, 5km de raio se aplicam também ao máximo em altitude… A grande maioria dos aviões comerciais opera em altitudes de 10km, o que torna o fato um tanto absurdo. Fora isso, operam em bandas de frequências distintas, o que leva a crer que também os equipamentos dos aeroportos possam captar outras freqüencias que não as de aviação. Creio que deva ser para entreter os nossos controladores de vôo, escutando uma Antena 1, ou uma Jovem Pan, quando a balada do rush aéreo rola.

Um ponto a ser levantado é porquê a Unicamp não possui rádio administrada pela universidade? Seria pela incômoda presença da Rádio Muda, que critica abertamente a Rede Globo (aliás, esta não citando, em suas gravações de interferência de rádio em aviões, nenhum nome de rádio! Ex.: “Você escuta a Rádio Muda FM…”), e sua doutrinação popular. Critica políticos, alguns donos de emissoras, abertamente?

Assim, é muito conveniente, para muita gente o fechamento de rádios livres. Pois lá o conteúdo não é censurado, nem influenciado por lobby político, tampouco fonográfico.

Até quando o governo vai demorar anos para conceder espaço para as pessoas se comunicarem livremente? A ditadura acabou, mas ainda somente falamos livremente na Internet, em meios “Piratas” de radiodifusão, e em diversos speaker’s corners espalhados pelo mundo. O jeito é partir para as rádios de internet. Aqui ainda a democracia é possível.

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Versos Íntimos – Augusto dos Anjos

Domingo, 26 Agosto, 2007 · 4 Comentários

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te a lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera

Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga.
Escarra nessa boca de que beija!

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TCC – O vestibular da vida está chegando.

Domingo, 19 Agosto, 2007 · Deixe um comentário

Nesse semestre resolvi finalmente iniciar meu TCC. Entre impossíbilidades e trabalho, só pude dar início a ele agora, depois de 20 dias de aulas. Entre a inauguração da Microlins Cabreúva (aliás, que se deu ontem, e muito bem por sinal :) ), e as aulas que estavam começando, ainda não tive muito tempo para fazer as minhas coisas.

Mas quinta passada, dei o marco inicial. Sentado com o meu orientador, definimos o tema, área de trabalho… Biblografia. Bem, nesse quesito estou lascado, pois há ainda muita coisa a aprender. Mas pelo que vejo, o cronograma vai ser cumprido, e em Dezembro já terei tudo pronto. Trata-se do processamento sísmico completo de dados da Bacia do Paraná. Ainda não sei de qual região…

Tudo isso assusta bastante, pois relembra-me constantemente que a faculdade já está no final (para mim), e eu ainda tenho poucas perspectivas para o próximo ano. Assim… Promessas. Não mais do que isso. A última vez que estive em situação parecida foi nos meus idos de vestibular, onde o “amanhã” era tão previsível quanto o Tempo pelos jornais de televisão…

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Jundiaí: Há como fugir da especulação comercial?

Quinta-feira, 16 Agosto, 2007 · Deixe um comentário

Ontem, além do desconhecido Dia do Solteiro, foi feriado em Jundiaí. Isso retoma discussões antigas, como a de existência ou não de muitos feriados na cidade, prejudicando o comércio local.

A família do meu pai participou muito tempo do comércio da cidade. Mais de 40 anos. Desde lojas de roupas, a café. Posso dizer que essa temática de feriados também é uma constante nas discussões “caseiras” sobre o comércio da cidade. Aliás notoriamente discutidas, pois não consigo precisar em qual ano que não houve uma discussão sobre o feriado.

Pautado nessas discussões (não necessariamente minha família concorda com isso, mas tudo bem), creio que o problema não são os feriados. Creio que o problema reside no fato de Jundiaí estar situada em um pólo comercial altamente competitivo.

Isso é fácil de definir. Uma distância média de 50km tanto para São Paulo, quanto para Campinas (nem considerei, mas Sorocaba também é muito próximo) permite que, em pouco tempo e deslocamento, você tenha uma gama muito maior de opções de compra. Com isso, a competitividade cresce muito (como um todo), exigindo melhorias em estratégias de Gestão e Marketing.

Agora a questão é… Quantos dos lojistas da cidade se preparam, educacionalmente (no SEBRAE ou em outros cursos), para administrar seus negócios? Quantos fazem os chamados “palnos de negócio”, tendo com isso noção dos custos da sua empresa, podendo diminuir custos sem prejuízo da mesma? Enquanto não houver esse tipo de preparação (normalmente feita em centros maiores), de nada adianta ficar discutindo um paliativo… Os feriados.

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Ao Blogger

Domingo, 5 Agosto, 2007 · Deixe um comentário

Bom meus caros. Esse blog aqui veio descontente. Acontece que eu já possuía outro blog, O Analista de La Plata, onde escrevia , na teoria, sobre as minhas vivências de Argentina durante meu período de intercâmbio, mas também de outros aspectos desse país. Acontece que desde o início era difícil em ater-me aos assuntos da terrinha, pois ainda estou na faculdade, ambiente efervescente por diversas causas, e comecei a falar de outras coisas. Era hora de enterrar aquele projeto e seguir uma versão 2.0 … Mas era eu que deveria fazer isso!

Acontece que nos últimos três dias não consigo acessar algumas páginas do Blogger. Assim, alguns Blogs acesso, e a página de configuração da minha conta também. Mas o meu blog, com posts e tudo mais, nem a pau. Então fiquei muito possesso. Assim, é gratuito o negócio e tals… Mas têm que haver um mínimo de compromisso. Como já estava desmotivado com meu espaço e escritas, juntei tudo e me movi para cá.

Mas pessoalmente acho que a administração deveria ter um maior controle sobre isso, pois não consegui acessar minha página de diversos lugares que estava (leia-se diferentes conexões e máquinas). Dá tristeza isso sabe. É como um roubo, furto… Mas você não tem a quem recorrer.

Bem, não vou chorar tanto as pitangas, pois afinal foi um estímulo a esse que escrevo agora.  Mas aí está um lembrete aos Admins, SysOps, ou genéricos de lá. Pode ter mais gente (até mais gabaritada que eu nessa tal de Blogosfera) que esteja descontente. Roubada pro Google, definitivamente.

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