Aquele Abraço

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A marginalização nos meios de comunicação

Sexta-Feira, 20 Fevereiro, 2009 · Deixe um comentário

A coisa anda meio soviética nesses últimos tempos. Mas digo no sentido mais totálitário possível da expressão. Nesta semana, foi fechada pela Polícia Federal a Rádio Muda FM. Situada na Unicamp, embaixo de uma caixa d’água, mais bem definida por seus habitués como “Pau do Zefa” (alusão à Zeferino Vaz, primeiro reitor e fundador da Unicamp), a Rádio Muda FM se caracterizava como um importante coletivo de pessoas interessadas em Radiodifusão, oriundas de diversos setores da universidade em questão, que produziam seus programas de forma autônoma, livre e responsável.

Sim, responsável. Mesmo com a grande liberdade ofertada aos seus membros, o coletivo sempre prezava acerca da qualidade dos conteúdos – e forma destes – transmitidos para o pequeno circuito de barão geraldo. Aliás, responsabilidade nisso também. Um pequeno transmissor era utilizado, sendo que a transmissão alcançava um raio pouco maior de 5km. Era ir ao Shopping D. Pedro, e adiós musiquinha da Muda. Isso portanto bate forte no “fato” de que a rádio interferia nas comunicações de Viracopos. Afinal, 5km de raio se aplicam também ao máximo em altitude… A grande maioria dos aviões comerciais opera em altitudes de 10km, o que torna o fato um tanto absurdo. Fora isso, operam em bandas de frequências distintas, o que leva a crer que também os equipamentos dos aeroportos possam captar outras freqüencias que não as de aviação. Creio que deva ser para entreter os nossos controladores de vôo, escutando uma Antena 1, ou uma Jovem Pan, quando a balada do rush aéreo rola.

Um ponto a ser levantado é porquê a Unicamp não possui rádio administrada pela universidade? Seria pela incômoda presença da Rádio Muda, que critica abertamente a Rede Globo (aliás, esta não citando, em suas gravações de interferência de rádio em aviões, nenhum nome de rádio! Ex.: “Você escuta a Rádio Muda FM…”), e sua doutrinação popular. Critica políticos, alguns donos de emissoras, abertamente?

Assim, é muito conveniente, para muita gente o fechamento de rádios livres. Pois lá o conteúdo não é censurado, nem influenciado por lobby político, tampouco fonográfico.

Até quando o governo vai demorar anos para conceder espaço para as pessoas se comunicarem livremente? A ditadura acabou, mas ainda somente falamos livremente na Internet, em meios “Piratas” de radiodifusão, e em diversos speaker’s corners espalhados pelo mundo. O jeito é partir para as rádios de internet. Aqui ainda a democracia é possível.

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Nada será como antes – Milton Nascimento

Segunda-feira, 16 Fevereiro, 2009 · Deixe um comentário

Composição: Milton Nascimento / Ronaldo Bastos

Eu já estou com o pé na estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Alvoroço em meu coração
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol

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O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights), 1992

Terça-feira, 20 Janeiro, 2009 · 1 Comentário

Enquanto espero os resultados das listas de vestibulares, vou tentando controlar minha gastrite com atividades. Ontem olhando a programação do Telecine, tive a grata surpresa de poder reassistir esse clássico do cinema.

O filme, passado na Inglaterra do século XVIII, conta a saga da familia Earnshaw, cujo patriarca adota o garoto de rua Heathcliff, gerando uma série de conflitos étnicos e morais. Porém sua filha caçula Cathy se encanta com o garoto, e ela passa a ser o contraponto das maldades cometidas por seu irmão Hindley, marcando o destino, agora amoroso, de Cathy e Heathcliff.

Do diretor Peter Kosminsky, o filme traz os jovens Ralph Fiennes (Jardineiro Fiel) e Juliette Binoche (Chocolate), que novamente se reencontrariam para fazer o multi-oscar “O Paciente Inglês”. O filme, que em sua época causou pouca repercussão, é uma obra de arte, sendo considerado um primor em termos de roteiro adaptado, fotografia, e também trilha sonora, a cargo de Ryuichi Sakamoto.

Trailer (inglês):

Tema principal, executado por Ryuichi Sakamoto e orquestra:

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A Lista – Oswaldo Montenegro

Sábado, 17 Janeiro, 2009 · Deixe um comentário

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais…
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar…
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

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Bossa Nova – Patrimônio Cultural do Rio

Domingo, 21 Outubro, 2007 · Deixe um comentário

Nesses dias a Bossa Nova foi declarada Patrimônio Cultural… Pra tal, ponho aqui a primeira canção do gênero, com João Gilberto cantando “Chega de Saudade”.

Chega de Saudade

Tom Jobim

Composição: Tom Jobim e Vinícius

Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela
Não pode ser, diz-lhe numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso
Mais sofrer. Chega de saudade a realidade
É que sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ela voltar, se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca, dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser, milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim…

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Entre TCC e provas… Post musical mesmo.

Quarta-feira, 26 Setembro, 2007 · Deixe um comentário

In My Head

Queens Of The Stone Age

It’s the cruelest joke to play
I’m so high, I run in place
Only a line, we separate, so…

I keep on playing our favorite song
I turn it up while you’re gone
It’s all I’ve got when you’re in my head
And you’re in my head so I need it

You’re the only thing I’ve got
That I can’t seem to get enough
We collide for one embrace, so…

I keep on playing our favorite song
I turn it up while you’re gone
It’s all I’ve got when you’re in my head
And you’re in my head so I need it

I keep on playing our favorite song
I turn it up while you’re gone
It’s all I’ve got when you’re in my head
And you’re in my head so I need it

Hurry up & wait forever
Hurry up & wait for forever

I keep on playing our favorite song
I turn it up while you’re gone
It’s all I’ve got when you’re in my head
And you’re in my head so I need it

I keep on playing our favorite song
I turn it up while you’re gone
It’s all I’ve got when you’re in my head
And you’re in my head so I need it

I need it
I need it
I need it now

Categorias: Música · Notivagando

Quando a banda é boa, nem precisa fazer clipe

Sexta-Feira, 7 Setembro, 2007 · Deixe um comentário

Fuçando no YouTube sobre vídeos de bandas que conheço, achei um trabalho feito por alunos de Cinema da UNC (Universidad Nacional de Cordoba – Argentina), que é basicamente fazer um clipe da música Perfume, do Bajofondo Tango Club, que ainda não possuía versão em vídeo. Está muito bem editado, com cenas do cotidiano de Buenos Aires. :D

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Para os perdidos na noite

Quarta-feira, 5 Setembro, 2007 · Deixe um comentário

Tan Solo

Los Piojos

Quizás no sea el vino
Quizás no sea el postre
Quizás no sea
No sea nada
Pero hay tanta belleza
Tirada en la mesa
Desnuda toda rebalsada
Apurás el vaso
Vas perdiendo el paso
Y en la mesa ya no hay nada
Borracha está la puerta
Cerraste y quedó abierta
Y puedo escuchar tu llamada
Oh! tan solo…
Oh! tan solo…
Servida ya tu boca
Tan dulce está tu boca
Tan dulce con un blues amargo
Un vaso rueda al piso
Lento cae al piso
Lento y muere en mil pedazos
No quiero dejar que se vean
Tus ojos se vean
Tan, tan, tan, tan, tristes
Habrá sido el destino
O ese vaso de vino
Que dijiste:
Oh! tan solo
Oh! tan solo
Salta la cuerda, se enrieda
Y cae de boca
Y cae de boca
Y cae de boca

Oh! tan solo
Oh! tan solo

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